O marketing de luxo sempre esteve presente na sociedade, desde a antiguidade em tempos em que a riqueza associava-se a luxiosidade. Aqui pode-se citar a figura de Cleópatra, onde se esnobava de tanto glamour. Imaginem naquela época se a Cleópatra visse suas escravas, utilizando as mesmas roupas que ela, com certeza ela iria ter um treco.O luxo antes era mais designado a pessoas que possuíam maior poder aquisitivo, pode-se perceber que isso foi rompendo-se com o tempo, antigamente o luxo estava associado à riqueza hoje está mais visto como o poder de embelezar-se. Com isso voltamos à questão de que até as pessoas que possuem pouco de poder aquisitivo, podem se considerar luxuosas. Grande exemplo disso, é quando coloca-se uma roupa nova se embeleza-se um pouco, e aparece uma pessoa para você e diz: “Meu Deus como você, está chique!”.
Dependendo em que contexto pode-se associar o luxo, ele pode estar presente em características pessoais como: simplicidade, humildade, exclusividade, etc. Pois são características em que se podem determinar a luxiosidade de uma determinada pessoa.
Em conseqüência disso pode-se constatar que o luxo está presente a tudo aquilo que se compra para fazer bem, são considerados como produtos hedônicos, ou seja, que dão prazer àqueles para as pessoas que o compram. Para toda marca de luxo há um segmento no mercado, ou seja, há um publico específico que possui condições de pagar os preços exorbitantes para realizar suas vontades.
No Brasil, esse mercado cresce 35% ao ano e fatura R$ 2,4 bilhões, contando apenas as marcas tradicionais, a tendência se confirma: cresce a procura por profissionais formados em anos de mercado e com um diploma de peso no currículo para gerir as subsidiárias locais.
Nos últimos cinco anos, desembarcaram por aqui a exclusiva joalheria Tiffany, a única loja do estilista italiano Giorgio Armani na América Latina, a fabricante de relógios Bulgari, a grife italiana de jeans Diesel e sua conterrânea Dolce & Gabbana. Também a Louis Vuitton, um dos símbolos máximos desse mercado, transferiu para São Paulo sua filial na América Latina, antes sediada em Buenos Aires, na Argentina.
O perfil do luxo no brasileiro:
- Os produtos mais consumidos são: moda, bebidas, jóias, cosméticos e hotéis.
- As marcas mais consumidas são: Armani, H Stern, Tiffany, Channel e Luis Vuitton.
- O perfil consumidor no Brasil são mulheres de 26 à 35 anos, casadas, sem filhos, formação superior, paulistanas e gastam R$ 5.800,00 por mês
Analisemos agora uma das marcas que atualmente tornou-se a maior potência do luxo mundial.
Sua trajetória começou em 1854 quando o Louis Vuitton fabricou as primeiras malas para a imperatriz Eugenie, esposa do imperador Napoleão III, da França, e como toda a empresa de sucesso passa por inúmeros no decorrer de sua história até chegar ao seu status. Hoje a loja encontra-se com:
- 400 lojas espalhadas pelo mundo;
- A empresa fatura 5 bilhões de dólares;
- 16ª marca mais valiosa do mundo (segundo uma pesquisa consultoria Interbrand)
- Conta com a participação do empresário Bernard Arnault, 13º mais rico do mundo, com patrimônio estimado em 25,5 bilhões de dólares;
- 414 lojas franquiadas são próprias.
- A empresa possui dezenas de arquitetos pelo mundo – só em Paris são mais de 30.
- Fatura 20 bilhões de dólares por ano e possui cerca de 60 marca e seus materiais são altamente valorizados por sua autonomia de produção: uma bolsa é feita por grupo de 6 a 12 funcionários.
- Toda a nova estratégia do grupo vai depender de um bom desempenho nos mercados emegentes, um deles é o BRIC (Brasil, Russia, India e China).
Anteriormente a Louis Vuitton era reconhecida apenas como uma empresa de acessórios, até a chegada de Marc Jacobs em 1998. Aconteceram duas mudanças:
1. De imagem – com os desfiles de roupas, deram a LV uma aura fashion que uma empresa de bolsas dificilmente consegueria. As roupas vendiam pouco, estimava-se que apenas significavam apenas 10% das receitas das marcas.
2. Intensa verticalização dos negócios da empresa – novas fabricas foram construídas e mesmo os produtos terceirizados passaram a ser submetidos a um rigoroso controle de qualidade.
Suas coleções resgataram o prestigio da marca e o tornou o rosto da empresa, com Marcos Jacob a empresa passou a ser uma marca de moda.


